Quatro municípios do Amazonas participam da mobilização contra o sarampo anunciada para este sábado (7) na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. No lado brasileiro, a estratégia abrange Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte.
O Ministério da Saúde informou que o trabalho combina atendimento em unidades de saúde, visitas domiciliares e vacinação em locais de circulação de pessoas, como portos, feiras e escolas. A ação também procura alcançar comunidades ribeirinhas, indígenas e de difícil acesso, com apoio das estruturas de saúde indígena do Alto Rio Solimões e do Vale do Javari.
Conforme a orientação divulgada pela pasta para essa mobilização, pessoas a partir dos 6 meses podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Para bebês de 6 a 11 meses, a aplicação é a chamada dose zero, que não substitui as doses do calendário de rotina. A partir de 12 meses, permanece o esquema recomendado para cada idade.
Segundo o balanço citado pelo ministério e pela Agência Brasil, o país confirmou 65 casos importados de sarampo em 2026, dos quais 21 no Amazonas. O Brasil mantém a condição de livre da circulação endêmica, recuperada em 2024; a ocorrência de casos importados não equivale, por si só, ao restabelecimento dessa transmissão.
A resposta regional também prevê cooperação com o Peru. O governo brasileiro disponibilizou 500 mil doses da tríplice viral ao país vizinho, mas o envio ainda estava programado para os próximos dias na nota publicada nesta manhã. O anúncio não informa que as doses já tenham sido entregues.


