Os Estados Unidos concederão vistos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a seus familiares, segundo uma autoridade do Departamento de Estado ouvida pela AFP. A declaração foi reproduzida pelo GZH em reportagem atualizada às 18h28 desta terça-feira (27).
De acordo com a agência, a fonte não confirmou se o senador estava efetivamente a caminho dos EUA. A previsão de emissão dos documentos é distinta dos relatos sobre a chegada ao país e não comprova a concessão de asilo político.
A CNN Brasil informou, em reportagem atualizada às 17h41, que Flávio chegou aos Estados Unidos com a família. O veículo atribuiu a informação a fontes ligadas ao governo americano. Antes, a Reuters havia relatado a saída do senador do Brasil, citando um aliado próximo e uma fonte norte-americana, em notícia publicada pela Agência Brasil às 15h18.
A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio após o descumprimento do prazo para a entrega dos documentos. Segundo a Agência Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a entrega e proibido o parlamentar de deixar o país.
Em reportagem anterior da CNN, a defesa afirmou que o último contato com Flávio ocorreu às 16h30 de segunda-feira (26). Os advogados disseram que estava prevista a entrega dos passaportes à equipe jurídica na manhã seguinte, mas não conseguiram voltar a falar com o senador. Procurada pela Reuters, a defesa não respondeu de imediato.
Em entrevista a jornalistas nesta terça-feira, Frederick Wassef confirmou ter se reunido com Flávio na segunda-feira, no exercício da advocacia. Segundo reportagens do SBT News e da Itatiaia, ele disse estar surpreso com as notícias e alegou sigilo profissional para não detalhar a conversa com o cliente. A declaração do advogado não confirma a localização do senador.
O governo argentino informou que não havia registro da entrada de Flávio no país. Conforme comunicado reproduzido pela Agência Brasil, a inspeção de uma aeronave em Puerto Iguazú não identificou plano de voo com a família Bolsonaro. Essa informação sobre os registros argentinos não estabelece, por si só, a localização do senador.
A determinação do STF está ligada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades. A investigação não equivale a uma condenação.




