O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e a Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), passaram a integrar a Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas da Unesco. Segundo o Ministério da Cultura, o reconhecimento foi anunciado em 23 de outubro.
A inclusão amplia para seis o número de locais brasileiros nessa rede internacional, criada em 2024. A iniciativa reúne espaços de preservação da memória da escravidão e de resistência, com atividades de educação, pesquisa e cooperação envolvendo instituições e comunidades.
Na região portuária do Rio, o Cais do Valongo conserva vestígios de um dos principais pontos de chegada de africanos escravizados ao país. O cais foi construído em 1811, e seus remanescentes arqueológicos foram identificados em 2011. A entrada na rede é um reconhecimento distinto do título de Patrimônio Mundial, que o local já possui desde 2017.
A Sociedade Protetora dos Desvalidos é uma associação de auxílio mútuo criada por homens negros no século 19, em Salvador. Sua trajetória está ligada à organização coletiva e à proteção social da população negra.
Em Alagoas, a Serra da Barriga preserva a memória do Quilombo dos Palmares e da resistência à escravidão. O local abriga o Memorial Quilombo dos Palmares e está associado às trajetórias de Zumbi e Dandara.
Os três espaços se somam ao Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, e à Casa da Hera e ao Museu da República, no Rio de Janeiro, que já faziam parte da rede. A fotografia desta matéria é um registro de arquivo do Cais do Valongo, feito em outubro de 2020.




