A produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro de 2026 na comparação com agosto, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (5). Em relação a setembro de 2025, a queda foi de 2,5%.
A fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 4,2% no mês, enquanto a produção de alimentos diminuiu 1,7%. Esses segmentos estiveram entre as principais pressões sobre o resultado, conforme os dados apresentados pelo UOL.
O gerente da pesquisa, André Macedo, relacionou o desempenho à redução na produção de álcool e açúcar. Segundo a explicação atribuída a ele, o excesso de chuvas prejudicou o processamento da cana-de-açúcar no período.
Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital caiu 1,9%, após recuo de 0,1% em agosto. Os bens de consumo duráveis avançaram 0,7%, recuperando parte da perda de 1,3% registrada no mês anterior. Em outro recorte, por atividade, as indústrias extrativas cresceram 1,7%, com aumento da extração de petróleo, gás natural e minério de ferro.
A sequência de resultados negativos desde maio levou a uma perda acumulada de 4,1% até setembro, informou o UOL com base no levantamento. Na comparação anual, o resultado também teve influência de um dia útil a menos e de uma base elevada em 2025, segundo a reportagem.
Em pesquisa da Reuters, economistas esperavam retração de 0,2% no mês e de 1,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As duas quedas observadas foram maiores que essas projeções. O levantamento acompanha o volume físico produzido pela indústria, e não o faturamento das empresas.
A fotografia de uma linha de produção é ilustrativa e data de junho de 2026; não identifica as unidades pesquisadas pelo IBGE. Origem: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Industrial_production_line_operating_in_a_large_modern_factory.jpg ; derivada e recorte sob CC BY 2.0: https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/ .

