A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (3) uma operação para investigar ameaças, racismo, injúria racial e violência política pela internet contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e familiares. A identificação da parlamentar foi informada pela Agência Brasil; o comunicado da PF descreve a vítima como uma deputada federal.

A Operação Mahin cumpriu um mandado de busca e apreensão em Teresópolis, no Rio de Janeiro, autorizado pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. O objetivo das diligências é reunir elementos e esclarecer as condutas investigadas.

Segundo a PF, a investigação começou em agosto, depois do envio de mensagens eletrônicas com ameaças de morte e ataques racistas e misóginos, além da divulgação não autorizada de dados pessoais da vítima. Esses dados não são reproduzidos nesta reportagem.

A corporação informou ter identificado um suspeito da autoria das mensagens. Ele já havia sido preso em Teresópolis sob suspeita de envolvimento em outro crime; essa prisão não deve ser confundida com uma condenação ou com uma prisão realizada pela operação desta terça.

Em nota divulgada após a ação e relatada pela Agência Brasil, Talíria defendeu a continuidade das investigações e a responsabilização dos envolvidos. As suspeitas seguem em apuração.