A exposição Abolicionistas Brasileiras aproxima a memória da luta contra a escravidão e a arte contemporânea no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. Segundo a Agência Brasil, a visitação segue até 19 de dezembro.
A mostra trabalha com representações de oito personagens: Anastácia, Aqualtune, Luiza Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Adelina, Esperança Garcia e Maria Tomásia. As imagens e narrativas integram uma proposta curatorial de revisão das formas pelas quais essas mulheres aparecem na memória nacional.
Entre os trabalhos descritos pela reportagem está uma escultura de Mônica Ventura que coloca um balaio sobre tijolos. A obra remete ao uso do cesto como instrumento de sustento e de autonomia econômica. Outra instalação, de Lidia Lisboa, recorre ao crochê para discutir o trabalho das amas de leite e sua relação com experiências posteriores de cuidado doméstico.
Para a curadora Ana Carla Soler, as obras convidam à reflexão sobre a persistência do racismo, articulando a memória da abolição ao debate contemporâneo.
A edição ocupa a Sala Bernardelli e incorpora trabalhos do acervo do museu, incluindo pinturas de Maria Auxiliadora e Marcia Falcão, conforme a apresentação oficial do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A realização é do Instituto Artistas Latinas, com curadoria de Soler e cocuradoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues.
O serviço divulgado pelo museu informa entrada gratuita e visitação de terça-feira a sábado, das 11h às 17h, com último acesso às 16h30. No segundo sábado de cada mês, o horário termina às 15h. O endereço é Avenida Rio Branco, 199, no Centro do Rio.


