O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou o retorno ao Brasil de nove contêineres com produtos avícolas que seguiam por via marítima para Gana e Angola. Segundo reportagem da CNN Brasil publicada nesta segunda-feira (2), oito cargas tinham Gana como destino e uma seria enviada a Angola.

A ordem consta de termo de intimação assinado em 30 de outubro. As cargas foram enquadradas nas restrições sanitárias decorrentes dos focos de Newcastle em Santa Catarina. Os certificados internacionais haviam sido emitidos entre 25 de setembro e 15 de outubro.

De acordo com o documento descrito pela CNN, não há determinação de descarte nem indicação de que os produtos estejam contaminados. A medida trata do cumprimento das exigências sanitárias para exportação.

A empresa deverá organizar a devolução e apresentar o cronograma ao Serviço de Inspeção Federal. Após a chegada, os lotes passarão por fiscalização. A venda no mercado brasileiro depende do atendimento à legislação e de autorização oficial; a ordem de retorno, por si só, não libera a comercialização.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou que os três estabelecimentos comerciais afetados já passaram por despovoamento, limpeza e desinfecção e estão em vazio sanitário.

Segundo a companhia, as inspeções foram concluídas nas mais de 2.700 propriedades mapeadas, incluindo 202 estabelecimentos avícolas comerciais. Foram realizadas 91 análises laboratoriais, com duas amostras ainda aguardando sequenciamento genético.

Quatro barreiras sanitárias permaneciam ativas para controle de trânsito. A conclusão das vistorias ocorre, portanto, com controles ainda em funcionamento e etapas laboratoriais pendentes.

A fotografia mostra contêineres refrigerados em transporte ferroviário, em 2025. É uma imagem ilustrativa de arquivo, sem relação comprovada com as cargas ou a empresa mencionadas na determinação.