A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no período de julho a setembro de 2026, segundo a Pnad Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). O resultado é inferior aos 5,4% apurados entre abril e junho e aos 5,6% do terceiro trimestre de 2025.

O país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro. Esse contingente diminuiu em 234 mil na comparação com os três meses de abril a junho, um recuo de 4%. Frente ao mesmo intervalo de 2025, a redução foi de 417 mil pessoas, ou 6,9%, de acordo com os dados divulgados pelo instituto e noticiados pela Agência Brasil.

Enquanto o desemprego recuou, a população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica. O total cresceu 0,6% na comparação trimestral, com mais 581 mil trabalhadores, e 1,2% em relação a um ano antes.

A pesquisa também mostra que a informalidade atingia 37,5% dos ocupados, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre de abril a junho, esse percentual era de 37,4%; um ano antes, estava em 37,8%.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790. Segundo o IBGE, houve estabilidade na comparação com o trimestre anterior e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Os resultados se referem ao conjunto dos três meses de julho, agosto e setembro. A taxa de 5,2% não representa uma medição isolada do mês de setembro.