O projeto que reorganiza a remuneração dos trabalhadores administrativos da rede municipal de Educação de Goiânia passou pela primeira votação na Câmara nesta quinta-feira (29). A proposta estabelece vencimento básico inicial de R$ 1.640 para jornada de 30 horas semanais e um calendário de mudanças na estrutura da carreira até 2030.

A aprovação desta etapa ainda não encerra a tramitação. Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura e pela Câmara, o texto segue para a Comissão do Trabalho e Servidores Públicos antes de voltar ao plenário para a segunda votação. As novas regras dependem da conclusão do processo legislativo.

Enviado pelo prefeito Sandro Mabel, o Projeto de Lei nº 477/2026 propõe alterar a Lei Municipal nº 9.128/2011. A Câmara informa que o grupo atendido reúne principalmente servidores que atuam na limpeza e na alimentação escolar, funções de apoio ao funcionamento das unidades de ensino.

Na tabela proposta para 2026, o vencimento parte de R$ 1.640 no nível I, referência A, e pode chegar a R$ 2.263,21 no nível IV, referência J, conforme o enquadramento do servidor. Esses valores correspondem a posições diferentes da carreira; o maior valor não é o salário inicial de toda a categoria.

O cronograma divulgado pela Prefeitura prevê ampliar gradualmente a diferença de remuneração entre os níveis e entre as referências. Em 2026, os percentuais previstos são de 7,42% e 1,2%, respectivamente. Em 2030, chegariam a 12% entre níveis e 2% entre referências. Esses índices descrevem a organização da tabela salarial e não representam um reajuste único idêntico para todos os trabalhadores.

A notícia da Câmara registra a expectativa da Prefeitura de incluir a mudança na folha de novembro. Também informa que a vereadora Kátia (PT) pretende apresentar emenda para que os efeitos financeiros retroajam a agosto. Tanto o pagamento previsto quanto a alteração pretendida continuam vinculados à tramitação; os comunicados consultados não confirmam a implantação na folha nem a aprovação da emenda.